Infraestrutura alavancará a cadeia de transporte em 2010, Ações de transporte e logística devem se beneficiar de 2010 de forte crescimento, A Holanda vai cobrar tarifa por quilômetro rodado de todos os carros do país, Simpósio de Logística e Supply Chain Management - Promovendo para o conhecimento da população de Vitória da Conquista e Região, Agências humanitárias encaram desafio logístico no Haiti após tremor, diz ONU, G Barbosa inaugura loja em Vitória da Conquista no próximo semestre.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A Holanda vai cobrar tarifa por quilômetro rodado de todos os carros do país. A intenção é diminuir os enormes congestionamentos de trânsito

Fonte: Veja.com  
Uadson Losan - Blog Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos © 2010 
Holanda, um dos países com maior densidade populacional da Europa, é também um dos que mais sofrem com congestionamentos de trânsito. Nos horários de pico, em Amsterdã e arredores, as lentidões chegam a se estender por 1000 quilômetros. Na tentativa de diminuir essa tortura diária infligida aos cidadãos, o ministério dos transportes holandês anunciou que, a partir de 2012, passará a cobrar uma taxa por quilômetro rodado de todos os carros que circulam no país. A tarifa básica será de 3 centavos de euro por quilômetro, com previsão de reajuste gradual até chegar a 6,7 centavos em 2017. Os valores serão maiores nas vias mais movimentadas e nos horários com volume de trânsito maior. Carros híbridos e muito econômicos terão descontos. Como compensação pela nova taxa, os impostos sobre veículos serão reduzidos. Até a cobrança entrar em vigor, todos os motoristas holandeses terão de equipar seus carros com aparelhos de GPS, que enviarão as informações sobre sua movimentação a uma central responsável pela cobrança. A falta do GPS acarretará multa.
Com a medida, o governo holandês espera reduzir pela metade os congestionamentos de trânsito até 2020. Outra consequência será a diminuição das emissões de gases do efeito estufa. Esse benefício é especialmente bem-visto num país com boa parte de seu território abaixo do nível do mar. Caso se concretize a previsão de elevação dos oceanos devido ao derretimento das geleiras do Ártico, a Holanda seria uma das primeiras vítimas da inundação das zonas costeiras.
O modelo criado pelos holandeses, de taxar toda a frota nacional, é inédito, mas o pedágio urbano vem sendo adotado por várias cidades do mundo como forma de aliviar o trânsito em seus pontos mais críticos. Singapura implantou o pedágio na área central em 1975 e, em quinze anos, conseguiu reduzir os engarrafamentos em 40%. Em 2003 foi a vez de Londres passar a cobrar dos motoristas para circular, das 7 da manhã às 6 da tarde, numa área de 22 quilômetros quadrados em torno do centro da cidade. A tarifa, inicialmente de 5 libras, está hoje em 8 libras, cerca de 22 reais, e a área foi ampliada. Em um ano, os congestionamentos no centro londrino foram reduzidos em 30%.
Em Estocolmo, na Suécia, o pedágio foi implantado em 2007. Antes de dar o aval por meio de um plebiscito, a população da cidade testou o sistema durante seis meses. Um transmissor acoplado ao para-brisa emite um sinal quando o carro passa sob arcos metálicos com sensores instalados nas vias que dão acesso ao centro da cidade. O valor é debitado diretamente na conta bancária do condutor. A Holanda fez outras tentativas para melhorar o fluxo de veículos, como criar pistas exclusivas para carros com mais de três ocupantes e distribuir brindes aos passageiros dos transportes públicos. Nada deu certo. Agora, a expectativa é sensibilizar os motoristas pelo bolso.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Carga pesada, problema na praia

 Fonte: Interlog 
Uadson Losan - Blog Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos © 2010 

O tráfego de caminhões é sinônimo de economia ativa, já que evidencia o transporte de produtos de um ponto a outro. Porém, para as cidades do litoral do Paraná a circulação de veículos com cargas pesadas significa problemas: buraco nas ruas, risco de acidentes, danos à estrutura de prédios e casas, proximidade de hospitais e escolas, sujeira e barulho.
Tudo isso porque as áreas urbanas não foram projetadas para absorver este tipo de fluxo. Desde 1997, quando foi implantado o pedágio na BR-277, na saída de São José dos Pinhais, aumentou a quantidade de caminhões com destino aos portos de Paranaguá e Antonina que usam rodovias do litoral para fugir da cobrança da Ecovia, na região metropolitana de Curitiba.
Por isso, cinco das sete cidades litorâneas são atingidas. As exceções são Pontal do Paraná e Guaraqueçaba. Morretes recebe o fluxo de veículos em direção ao Terminal Ponta do Félix, em Antonina, através da PR-408. A cidade de Antonina é cortada pela PR-410, que segue até o porto. Guaratuba e Matinhos são rota dos caminhoneiros que saem da região nordeste de Santa Catarina (Joinville, nesta região, é o polo industrial do estado vizinho) em direção ao Porto de Paranaguá. E, óbvio, a cidade de Paranaguá, que tem no segundo maior porto do país (atrás apenas de Santos) o principal motor de sua economia. A movimentação de cargas nas rodovias litorâneas atinge seis dos dez trechos.
Em Morretes, os caminhões e carretas que trafegam pela PR-408 em direção a Antonina causaram problemas na estrutura do hospital da cidade. O presidente da Associação Hospital e Maternidade de Morretes, Dejair Miranda, conta que devido ao peso dos veículos de carga o solo da região assentou e causou rachadura. Parte do piso de um corredor abaixou e formou uma rachadura na parede. “Houve trepidações e acomodou o terreno.” Segundo ele, o problema ficou recorrente há três anos, quando começou o tráfego de bi-trens (dois semi-reboques de até 57 toneladas) rumo ao Terminal Ponta do Félix.
O prefeito Amílton de Paula (PT) faz coro e lamenta os prejuízos, principalmente porque o tráfego passa ao lado de casas antigas e de pontos turísticos, como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto. “A estrutura da cidade é antiga, inclusive de prédios e casas, e não está preparada para receber as cargas que está recebendo.” Além do problema estrutural, existe também o de segurança, já que é grande o número de pedestres nas rodovias. “Morretes tem o maior índice de atropelamentos do litoral”, comenta o prefeito. Em Antonina, cortada pela PR-410, o trajeto dos caminhões também representa risco aos pedestres, já que passa em frente ao Hospital e Maternidade da cidade e próximo a escolas.
Risco ambiental - Do outro lado do litoral, nos municípios de Matinhos e Guaratuba, o problema se repete. O que muda é o tráfego, que segue, na grande maioria, ao Porto de Paranaguá. O diretor de Turismo de Matinhos, Celso Elias Gomes, lembra que o plano diretor da cidade prevê a construção de um contorno, para retirar o fluxo pesado da área urbana. O problema, assim como em Morretes e Antonina, é o prejuízo ambiental que uma nova estrada pode trazer.
Apesar disso, ele acha necessário encontrar uma solução porque os veículos pesados passam próximos ao centro e na frente da prefeitura, do hospital e de uma escola. “Na verdade, (os caminhões) não deixam nada de bom. Só destroem. E as nossas ruas não têm capacidade para isso.” A rodovia PR-412 passa pelos balneários de Matinhos e Guaratuba. Em Guaratuba, atravessa parte da área urbana e segue até a divisa com Santa Catarina, cortando diversos balneários. Matinhos ainda tem ligação com a PR-508, a Alexandra-Matinhos, rota de ligação com a BR-277 e o Porto de Paranaguá.
Em Guaratuba, a presidente da Associação Comercial e Em­­presarial, Edna Aparecida de Souza, diz que a reforma da Avenida Paraná melhorou o tráfego para os automóveis, já que desviou os caminhões da área central da cidade. “Agora que eles (os caminhoneiros) estão usando a Paraná diminuiu o fluxo no centro.” Porém, um trecho da avenida ainda não está concluído, segundo ela. Quando a obra estiver pronta, a expectativa é melhorar a trafegabilidade para atender o turista. “A preocupação é em desafogar na época da temporada”, afirma Edna.
Por e-mail, o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) do governo do Paraná informou que presta manuntenção regular a cinco rodovias no litoral. Segundo o órgão, as estradas foram recuperadas com gasto médio de R$ 1,5 milhão por ano desde 2003. No programa Conservação Total, de acordo com a assessoria do DER, 160 quilômetros de estradas litorâneas recebem obras de recuperação e “estão incluídos neste programa os trechos na PR-412, da divisa até Ponta do Poço; na PR-808, trevo de Itapoá até divisa com Santa Catarina; na PR-410; na PR-340; e na PR-405.”
Caminhos do mar - O litoral tem dez rodovias. Seis delas são usadas como vias de transporte de cargas pesadas devido ao comércio através dos portos de Antonina e Paranaguá.
BR-277: Liga a região metropolitana de Curitiba até o Porto de Paranaguá e corta grande parte da área urbana de Paranaguá. Tráfego de 7 mil caminhões/mês na safra e 5 mil/mês na temporada de verão.
PR-407: Começa na BR-277 e vai até Praia de Leste, em Pontal do Paraná. Corta grande parte da cidade, porém não é rota de caminhões pesados.

PR-412: Começa na região de Praia de Leste, em Pontal do Paraná, corta diversos balneários até o centro de Matinhos, onde é interrompida. Ela retorna após o balneário de Caiobá e segue até o ferryboat em direção a Guaratuba. Nesta cidade, a rodovia corta a área urbana em direção à divisa com Santa Catarina. É rota de caminhões nos trechos de Guaratuba e Matinhos. Fluxo médio de até 8.400 veículos/dia na temporada.
PR-508: A rodovia, também conhecida como Alexandra-Matinhos, começa na BR-277 e segue até a entrada de Matinhos. É usada por caminhoneiros no percurso entre Santa Catarina e o Porto de Paranaguá.
PR-408: Inicia na BR-277 e corta o município de Morretes, inclusive o centro histórico até a PR-410, que leva a Antonina.
PR-410: Inicia na BR-116 e, na descida da Serra do Mar, é conhecida como Estrada da Graciosa. A partir do entroncamento com a PR-408 recebe o fluxo de caminhões vindos de Morretes e segue até o Terminal Portuário Ponta do Félix. Fluxo médio de 1.750 veículos/dia na temporada.
PR-411: É a bifurcação entre Morretes a a rodovia BR-277 pela localidade de São João da Graciosa.
PR-340: Faz a ligação entre a PR-410, em Antonina, até a PR-405, que leva até Guaraqueçaba. Não é rota de caminhões pesados. Fluxo médio de 567 veículos/dia na temporada.
PR-405: Inicia no entroncamento com a PR-340, na localidade de Cacatu (Antonina), e segue até Guaraqueçaba. Tem pouco fluxo de caminhões.
PR-808: Acesso à divisa com Santa Catarina. Baixo fluxo de caminhões. Fluxo médio de 3.545 veículos/dia na temporada.
Por Gazeta do Povo - PR

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ações de transporte e logística devem se beneficiar de 2010 de forte crescimento

Fonte: UOL  
Uadson Losan - Blog Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos © 2009 

SÃO PAULO – Com a retomada da atividade industrial e a expectativa de aumento das exportações, o ano de 2010 promete ser de forte recuperação para o setor de transportes e logística brasileiro.
Seja através de investimentos em infraestrutura, por conta dos eventos esportivos e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), seja pelas estimativas de forte crescimento na produção de automóveis, os analistas estão otimistas para as empresas do setor.
“A retomada da economia brasileira e do fluxo de exportações, o aumento nas vendas de automóveis e a produção industrial mais aquecida, em conjunto com a retomada do crédito deverão criar um cenário muito favorável para o setor de logística ao longo de 2010”, afirma Maria Tereza Azevedo, analista da Link Investimentos.
Para ela, empresas como ALL Logística (ALLL11), CCR (CCRO3) e OHL (OHLB3), que possuem forte correlação com o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, deverão se destacar no próximo ano, continuando a trajetória de recuperação iniciada na segunda metade deste ano.
“Apesar do cenário desafiador, o segundo semestre mostrou sinais sólidos de recuperação e a nossa expectativa é que as empresas terminem o ano com crescimento em relação aos balanços de 2008”, estima a analista.
Desempenho em 2009 Maria Tereza destaca que apesar de o cenário macroeconômico estar desfavorável às empresas do setor neste ano, seus números operacionais e financeiros foram contrabalanceados por outros fatores, o que possibilitou ganhos.
Ela explica que, ao excluir o crescimento inorgânico da OHL e a CCR (Rodoanel e rodovias federais), a pequena redução do tráfego foi compensada por reajustes tarifários em suas concessões rodoviárias.
Enquanto isso, o transporte de contêineres teve sua queda de preços compensada pelo crescimento do volume em empresas como Santos Brasil (STBP11), Log-In (LOGN3) e Wilson Sons (WSON11).
No caso da Log-In, os serviços de navegação costeira também contribuíram para a recuperação. Já a ALL  teve sua queda de navegação costeira equilibrada pelo maior volume.
Investimentos e Oportunidades Para o analista da Tendências Consultoria Integrada, Alexandre Gallotti, o setor de transporte e logística deve ganhar fôlego em 2010 principalmente pela expectativa de crescimento da demanda e maior volume de investimentos e oportunidade de negócios, com novos editais de concessões e leilões.
O economista explica que além de ser ano eleitoral, em 2010 as obras do PAC devem retomar seu ritmo, depois de passar o ano de 2009 praticamente estagnadas. “Teremos investimentos em melhoria de portos, aeroportos e principalmente obras mais urbanas, como trens, metrôs e corredores viários”, afirma Gallotti.
Aliado a isso, espera-se ainda que os investimentos em infraestrutura previstos para a realização dos jogos da Copa do Mundo de Futebol (2014) e Jogos Olímpicos (2016) devam começar já em 2010 com as primeiras licitações.
Entre as oportunidades de negócios para empresas voltadas para transporte rodoviário estão as concessões das rodovias estaduais paulista, mineira e das federais, o rodoanel de São Paulo (trechos sul e leste), o trem expresso ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro (“trem bala”), as linhas metroviárias de Curitiba, Brasília e Porto Alegre, a administração de aeroportos e as linhas ferroviárias que estão dentro do PAC.
“É impossível dissociarmos as perspectivas do setor de logística brasileiro aos inúmeros investimentos que deverão ser feitos para os eventos esportivos”, comenta Maria Tereza da Link. Ela também fala que estes acontecimentos devem impactar positivamente o PIB, aumentando o volume de tráfego de transportes.
Top Picks Analisando justamente o potencial do segmento rodoviário, Maria Tereza afirma que “2010 será o ano da CCR”. Para a analista, além de uma boa gestão, a empresa tem grande potencial de alavancagem por estar bem capitalizada e por isso, pode levar bons projetos no próximo ano.
“Com a captação de R$ 1,2 bilhão feita neste ano, a empresa pode alavancar em 3x sua dívida líquida e ampliar sua gama de negócios por meio de novas aquisições de concessões e projetos. Sua estrutura operacional permite dirigir qualquer negócio”, fala.
Para ela, por não ter problema de financiamento e possuir credibilidade no mercado, a companhia consegue fazer ofertas mais agressivas e levar mais concessões, como no caso das outras partes do Rodoanel, que serão leiloadas no próximo ano.
“Aquisições no mercado secundário são interessantes para a CCR, principalmente porque agora não existem mais taxas de retorno altas o suficiente para a empresa ficar confortável. Agora ela precisa buscar mais negócios para crescer”, comenta a analista da Link.
Além disso, ela destaca que o próximo ano será um período de renovação de contratos para a CCR, o que pode trazer reajustes (possível aumento) em suas taxas de retorno em contratos com a Autoban e a ViaOeste, por exemplo.
O rating da corretora para o papel é “outperform” (previsão de desempenho acima da média do mercado) e o preço-alvo estimado para final de 2010 é de R$ 47,00, um potencial de valorização de 21,7% ante o último fechamento (R$ 38,61).
Já, para a OHL, outro player do segmento de concessões rodoviárias, a recomendação também é “outperform” e o preço-alvo é de R$ 40,00, com potencial de valorização de 14,28% em relação ao último pregão (R$ 35,00).
Ferrovias Apesar de os analistas acreditarem que o setor rodoviário ainda deve ser o principal destaque em 2010, com participação de 60% do total transportado no País, as expectativas para os mercados ferroviário e hidroviário também são otimistas. A premissa é de que em um país das dimensões do Brasil, essas modalidades se mostram mais eficientes e menores custos no transporte de média e longa distâncias.
Com o aumento da carga de exportações e produção industrial, empresas multimodais, ou seja, que oferecem serviços em diversas modalidades de transporte, acabam se destacando no setor, como no caso da ALL Logística.
Segundo Edigimar Maximiliano, analista da Bradesco Corretora, os investimentos feitos pela companhia no último ano devem começar a dar retorno já em 2010, trazendo boas perspectivas para seus resultados. “Investimentos como o de Rondonópolis, e Mato Grosso do Sul, e os do Centro-Oeste que são estratégicos para ligar a região com o Sudeste e o porto de Santos, podem influenciar os papéis da empresa”, fala Maximiliano.
Além disso, Maria Tereza da Link Investimentos também destaca o potencial de valorização da ALL. Ao colocar um preço-alvo de R$ 19,30 para o papel da empresa, ela explica que “a ALL Logística cresce muito mais rápido que qualquer outra empresa do setor”, inclusive pouco mais que a Burlington Northern, comprada pelo megainvestidor Warren Buffett por US$ 34 bilhões em novembro.
“A empresa já merece um prêmio pelo potencial, mas ainda precisa reduzir sua alavancagem e começar a pagar dividendos para se tornar ainda mais interessante, por isso estamos com premissas conservadoras”, fala a analista.
Além da ALL, a analista da Link também vê bons negócios para a Log-In que, além de atuar em logística, também deve se beneficiar da melhora na navegação costeira no ano que vem, outro serviço da companhia. “Para a Log-In, a navegação costeira seguirá como importante driver de crescimento para os próximos anos, em linha com o plano de expansão da frota da companhia, também com crescimento projetado muito superior aos dados do PIB”, comenta.
Apesar do otimismo da Link Corretora com a Log-In, Maximiliano, do Bradesco, aponta a empresa como a única do setor que o banco recomenda venda. Para ele, mesmo com a expectativa de que sua recuperação seja mais forte no ano que vem, a empresa ainda apresenta performance inferior a seus pares.
Em contraponto, Maximiliano destaca o potencial de outras empresas, como a própria Santos Brasil, que atua diretamente no porto de Santos e a Tegma (TGMA3), que deve, segundo ele, se beneficiar da produção forte de veículos esperada para o fim do ano.
Conforme anunciou em dezembro, a Anfavea (Associação  Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) projeta produção de 3,4 milhões de unidades para 2009 e crescimento de 9,3% nas vendas de automóveis no Brasil.
Aviação Para validar a ideia de que o setor de transporte como um todo terá um bom ano de 2010, o segmento de aviação não poderia ser deixado de lado, ainda mais com as projeções de investimentos nos principais aeroportos do país. “O transporte aéreo brasileiro tem um grande potencial para crescer. Só para se ter uma ideia, enquanto no Brasil a taxa de passageiros por ano é de 60 milhões, ou seja, uma penetração de 30% na população, nos Estados Unidos, ela é de 900 milhões”, comenta Maximiliano, do Bradesco.
O analista explica que 70% dessas pessoas viajam a trabalho, mas que o número de passageiros business é menos elástico que o de lazer. “Com o desenvolvimento econômico, o brasileiro está voando mais e as campanhas de sensibilização vão trazer mais passageiros para este tipo de transporte”, fala
Assim, Maximiliano estima que empresas aéreas, a exemplo da TAM (TAMM4) e da GOL (GOLL4), terão bom desempenho nos próximos anos. Ambos os papéis estão recomendados como “compra” pelo Bradesco, sendo que seus preços-alvo são estimados em R$ 43,00 para a TAM e R$ 31,00 para a GOL, com potenciais de valorização respectivos de 19,47% e 20,62%.
Da mesma visão otimista compartilha Andrés Kikuchi, analista da Link. Ele acredita que o ano de 2010 terá um equilíbrio melhor entre oferta e demanda, com expectativa de crescimento de 10% no RPK doméstico (número de passageiros pagantes transportados por quilômetro voado) em relação a este ano. “Acreditamos que o aumento da renda aliado à queda do desemprego e também a percepção de que o pior da crise já passou estão entre os principais drivers para o crescimento expressivo da demanda doméstica nos últimos meses”.
Segundo ele, a queda do yield entre setembro e outubro por conta da concorrência também ajudou a estimular a demanda. Porém, ele acredita que com o aumento da demanda, em breve o yield deve voltar a subir. “Declarações da GOL e TAM corroboram essa visão e ambas já afirmaram que a partir de dezembro o reajuste de tarifas ganhará ênfase, possibilitando o aumento da rentabilidade das mesmas”, fala Kikuchi.
Enquanto a Link coloca os ratings da TAM e da GOL em “outperform” e “marketperform”, respectivamente, seus preços-teóricos são estimados em R$ 36,00 e R$ 27,00, frente à cotação do último fechamento, de R$ 35,99 e R$ 25,70, respectivamente.
Ele ainda comenta que os novos players de menor porte (Azul, OceanAir, Trip e WebJet) não deverão prejudicar o desempenho das duas porque elas ainda precisam aumentar a escala para competir de forma mais direta com as grandes do setor. “Deste modo, o papel delas estará mais ligado a adição de novos passageiros ao sistema”, conclui.

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Entidade quer política industrial para área de petróleo

Fonte: G1 - Da Agência Estado  
Uadson Losan - Blog Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos © 2009

A indústria nacional de fornecedores do setor de petróleo e gás tem pela frente alguns "pontos críticos" para atender à demanda gerada pelo desenvolvimento do pré-sal no País, segundo afirmou hoje o superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Alfredo Renault, em seminário realizado na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre os desafios, ele citou os recursos humanos qualificados e a necessidade de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, que só poderão ser enfrentados com uma política industrial setorial.
Essa política industrial, de acordo com Renault, deve incluir o "equacionamento de assimetrias tributárias" no setor, além de estímulos tributários para a cadeia de suprimentos, além do uso do marco regulatório do pré-sal como um instrumento de política industrial. Deve incluir ainda, segundo ele, o fortalecimento da engenharia nacional. De acordo com Renault, os investimentos no pré-sal no País deverão somar US$ 45 bilhões entre 2009 e 2013, sendo US$ 28 bilhões somente da Petrobras.
Ainda segundo ele, os investimentos industriais no setor de petróleo e gás no Brasil deverão somar R$ 270 bilhões entre 2009 e 2012, representando 60% dos investimentos industriais totais no período. Ele sublinhou que a maior parte dos investimentos ainda não incluem os projetos relacionados ao pré-sal.

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Infraestrutura alavancará a cadeia de transporte em 2010

 Fonte: Ibralog
Uadson Losan - Blog Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos © 2009 

Os planos voltados à expansão da área de infraestrutura no País, previstos para os próximos anos, vão contribuir com a retomada da indústria fornecedora de equipamentos ao setor de transportes, que em seus vários segmentos observará uma queda média de 20% nos negócios em 2009, ainda em decorrência da turbulência econômica. Os projetos de mobilidade urbana, a implantação do trem de ata velocidade (TAV), o pré-sal, concessões de rodoviárias e ferroviárias, e até o incremento no turismo podem trazer a cadeia produtiva de volta aos patamares de 2008, um dos períodos mais aquecidos da história recente do setor.
Um dos exemplos destes benefícios é o mercado de carrocerias de ônibus, cujo cálculo é de um retrocesso de 19% da produção este ano, se comparado com as 31 mil unidades produzidas em 2008. "Nessa área, temos como fatores positivos para a retomada os estudos de implantação de projetos de ônibus rápidos que devem ser apresentados como solução à mobilidade urbana nas cidades que vão sediar a Copa de 2014", analisou José A. F. Martins, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviário (Simefre).
De acordo com Martins, já em 2010 as vendas do segmento no mercado interno podem ser parecidas com o que foi visto em 2008, quando foram comercializadas 25 unidades. O executivo citou ainda como impulso os aportes em estrutura viária, previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e até um mercado em desenvolvimento no Brasil, que é o dos ônibus escolares, muito comum em outros países.
Além dos projetos, é claro, a perspectiva de que o Produto Interno Bruto (PIB) do País volte no próximo ano à casa dos 5%, como se vem projetando, também influenciará a recuperação, bem como a manutenção das atuais linhas de crédito, disponíveis aos segmentos envolvidos em todas as cadeias.
Ainda na área dos ônibus, um outro projeto que promete imprimir força extra à industria é a reestruturação de todo o sistema interestadual e internacional de passageiros, com a prorrogação das licenças das empresas até 2011, segundo Bernardo Figueiredo, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). "Todo esse processo desencadeará uma renovação da nossa frota rodoviária, e as empresas voltarão a investir. Isso também beneficiará a indústria", colocou. No segmento de implementos rodoviários (que compõem os caminhões), a perspectiva é de que o ano de 2009 feche com R$ 4,5 bilhões de faturamento, representando uma queda de 20%. Porém, a expectativa para o ano que vem é de que haja um crescimento de até 10% sobre este resultado. "Os investimentos em infraestrutura, aliados ao aquecimento da construção civil e aos bons resultados do setor agrícola, vão aquecer a demanda do setor rodoviário de cargas, trazendo a necessidade de haver mais caminhões", diz César Pissetti vice-presidente do Simefre.

Trilhos

Outro setor que está otimista para 2010 é o ferroviário. Fabricantes de vagões, carros de passageiros e locomotivas devem terminar 2009 com um faturamento de R$ 2,1 bilhões, montante menor do que os R$ 2,6 bilhões de 2008. Para o próximo ano, os empresários acreditam em um aumento do número de encomendas. "Há no País hoje projetos que somam 16 mil quilômetros de ferrovias em curso e dos quais 5 mil estão em implantação, o que deve favorecer os fabricantes de trens", acrescentou o diretor-geral da ANTT.
Para a diretoria do departamento ferroviário do Simafre, outra forma de garantir mais oportunidades ao setor da indústria ferroviária é que o projeto do TAV garanta mais de 50% de conteúdo nacional na fabricação dos equipamentos, o que será possível também pela tão comentada transferência tecnológica.
Já o setor de motocicletas será favorecido pelos projetos voltados ao planejamento da mobilidade urbana, como a regulamentação do segmento de moto-frete, popularmente conhecido como o de motoboys, além de um marco regulatório para atividade dos moto-táxis, fatores que podem incrementar a frota do País. Em 2009, a produção de motos caiu 26%, mas a indústria pretende pelo menos chegar perto dos níveis produtivos de 2008. "Além disso, contamos a curto prazo, com fatores como a injeção de dinheiro no mercado no final do ano, com a elevação do emprego a renda dos nossos clientes-alvo para aquecer as vendas", incluiu Paulo Takeuchi, também vice-presidente do Simefre.

Sustentável

Não é só a produção de motorizados que deve aquecer-se com as melhorias de infraestrutura: o setor de bicicletas também entra nesse bolo. "As políticas de sustentabilidade na mobilidade urbana, com a criação de ciclovias vão beneficiar nosso setor", disse Eduardo Musa, do Simafre.


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Não existe um caminho único para uma cadeia de abastecimento eficiente

Fonte: ASLOG
Uadson Losan - Blog Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos © 2009 

A pergunta mais freqüente que os executivos de Supply Chain fazem é: qual a solução para se ter uma cadeia de abastecimento eficiente, com o balanceamento correto entre o serviço desejado e os custos? Os gestores normalmente tendem a focar as ações em suas áreas de expertise, em detrimento daquelas que poderiam trazer maior impacto para a estratégia de negócios. Mas qual seria a solução ideal? Vamos a análise de algumas alternativas:

Sinergias e ganhos de escala - montar uma estrutura logística que permita sinergias e ganhos de escala, operando de maneira otimizada em função da característica física dos produtos e serviços oferecidos, respeitando os requisitos de entrega dos clientes e a disponibilidade dos modais de transportes, reduzindo custos e aumentando o nível de serviço a clientes.
Aumento na disponibilidade dos insumos - definir uma estratégia de suprimentos que leve em conta a disponibilidade dos insumos produtivos ou de suporte, a quantidade de fornecedores habilitados e qualificados e a criticidade dos materiais envolvidos, respeito aos prazos do ciclo operacional e aos padrões de qualidade estipulados pelas áreas de desenvolvimento técnico. Além de diminuir as rupturas no atendimento dos pedidos temos potenciais economias no custo de produtos e serviços.
Adequação da demanda - alinhar a demanda da equipe comercial com as restrições da cadeia produtiva, atentando para a capacidade de reação operacional às oscilações de mercado, sazonalidade e o conjunto de atividades promocionais que alteram a curva regular de participação do produto ou serviço no seu ambiente mercadológico.
Troca de informações com parceiros - garantir resposta rápida e qualificada às oportunidades de ocupação de espaço no mercado de atuação em função do aumento da previsibilidade e confiabilidade nas relações de fornecimento entre os parceiros comerciais, com benefícios concretos no abastecimento, redução de estoques e rupturas por um planejamento inadequado.
Revisão de unidades operacionais - rever a malha de distribuição e a localização das unidades fabris em um país com as dimensões territoriais do Brasil é fundamental, podendo ocasionar ganhos com fretes de transferência e entregas e potenciais economias com tributos.
Apropriação de benefícios tributários - além de se apropriar dos benefícios existentes, considerar novas alternativas de isenção ou postergação no pagamento de tributos. As autoridades são normalmente sensíveis a propostas de concessão de incentivos fiscais pela abertura de operações em suas regiões de atuação, com geração de novos postos de trabalho e aumento do volume financeiro local.
Qual das alternativas acima é a melhor? Todas as mencionadas, além de outras que certamente irão surgir num processo contínuo de melhoria na cadeia, são válidas e devem ser perseguidas.
A prioridade a ser definida num processo de criação de uma cadeia de abastecimento eficiente e alinhada com objetivos estratégicos vai depender de uma série de fatores, tais como:
•  Impacto nos resultados financeiros;
•  Disponibilidade de recursos para executar os projetos em cada área de oportunidade;
•  Capacitação interna para gestão de cada um dos processos da cadeia;
•  Nível de sofisticação tecnológica e organizacional dos parceiros;
•  Movimentação dos concorrentes e do mercado de atuação;
•  Atendimento a exigências de parceiros dominantes na relação comercial;
•  Fatores externos, como mudanças nos cenário econômico ou político na área de atuação da organização.
Um questionamento fundamental é: como evoluir na direção correta em um cenário de transformações constantes e velocidade de inovações crescente? Não podemos esquecer que a gestão da cadeia de abastecimento é um processo de prestação de serviço às áreas de geração de demanda, que tem uma expectativa normalmente alta em relação ao suporte prestado pelas áreas de retaguarda. Comentários e sugestões podem ser feitos ao autor:
carlos.montagner@uol.com.br

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domingo, 13 de dezembro de 2009

Estradas ruins elevam custo de cargas em 28%

 Fonte: Ibralog 
Uadson Losan - Blog Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos © 2009 

A má qualidade das estradas brasileiras provoca um aumento médio de 28% no custo do transporte rodoviário de carga. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Transportes (CNT), sobre o estado de 89.552 quilômetros (km) de estradas, as péssimas condições dos pavimentos têm comprometido de forma significativa a vida útil dos veículos e, consequentemente, reduzido a competitividade do produto nacional, já que 60% de tudo que é transportado no País é feito pelas rodovias.
Em algumas regiões, o aumento no custo do transporte atinge cifras exorbitantes. No Norte, o encarecimento do frete atinge 40%; no Nordeste, 33,1%; e no Centro-Oeste, 31,7%. Nas Regiões Sul e Sudeste, o impacto sobre os custos é um pouco menor: de 19,3% e 21,8%, respectivamente. Ainda assim, estão muito acima dos padrões internacionais, destacam especialistas e representantes do setor produtivo.
Só em relação ao consumo de combustível, o aumento do custo de transporte pode chegar a 5%, comparado aos veículos que trafegam em rodovias com excelente condição de pavimento. O problema é que a grande maioria das estradas nacionais (69%) é classificada como regular, ruim e péssima. De acordo com a Pesquisa Rodoviária 2009, da CNT, apenas 13,5% dos 89 mil km de estradas são consideradas ótimas e 17,5%, boas. Isso porque houve uma melhora em relação ao estado geral das rodovias em 2007. Naquela época, 73,9% das vias avaliadas eram ruins, péssimas ou regulares.
"O pequeno avanço na melhoria das estradas diante de todo esforço que o governo tem feito é preocupante", avalia o professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende. Ele destaca que, dentro do orçamento de logística, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destina 50% das verbas para a recuperação das estradas. "Algo está errado. Os investimentos não têm se tornado realidade."
O diretor de infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Mascarenhas, acredita que o resultado virá nas próximas pesquisas rodoviárias, já que muitas obras ainda estão em andamento. Mas ele reconhece que, nesse ritmo, o Brasil vai demorar décadas para conseguir ter uma malha rodoviária próxima dos níveis internacionais.
A melhor maneira para acelerar as obras, afirmam os especialistas, seria retomar o processo de concessão e fazer Parcerias Público-Privadas (PPPs). A justificativa deles está na própria pesquisa da CNT. Das 20 melhores estradas conferidas, 19 estão em São Paulo - Estado com a maior malha administrada pela iniciativa privada. Dessas, 16 estão classificadas como ótimas e três, como boas. Apesar disso, a melhor rodovia de 2009 foi a Ayrton Senna - Carvalho Pinto (SP-070), transferida para a iniciativa privada apenas em meados deste ano.

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